5 tendências no setor de papel e celulose em 2025
Com o setor de papel e celulose gerando cerca de US$ 10,3 bilhões em divisas para o Brasil em 2023 e ocupando 3% das exportações do país, fica claro que este segmento está em plena expansão e continua a ganhar relevância global. À medida que a demanda por produtos sustentáveis e tecnologicamente inovadores cresce, as empresas do setor enfrentam tanto desafios quanto oportunidades para implementar práticas que unam sustentabilidade e eficiência. Neste artigo, exploramos as cinco principais tendências que moldarão o setor de papel e celulose até 2025, abordando os impactos dessas mudanças na indústria e as novas possibilidades que surgem.
Sustentabilidade e economia circular
A sustentabilidade é um fator crucial para a indústria de papel e celulose, e empresas como Klabin e Suzano estão na vanguarda dessa transformação. Ambas têm implementado práticas de economia circular e investido no uso de florestas plantadas, garantindo que toda a madeira utilizada em suas operações seja proveniente de áreas de reflorestamento.
A Klabin, por exemplo, lançou o projeto Klabin ForYou, que substitui embalagens plásticas por alternativas biodegradáveis à base de celulose, especialmente em embalagens de alimentos e produtos de higiene. Suzano, por sua vez, adotou o compromisso de capturar carbono em suas florestas plantadas e neutralizar 40 milhões de toneladas de CO₂ da atmosfera até 2025. Através dessas ações, as empresas se alinham às demandas globais por produtos ecologicamente corretos, fortalecendo sua posição no mercado e contribuindo para um futuro mais sustentável.
Digitalização e Indústria 4.0
A digitalização no setor de papel e celulose tem avançado significativamente com a adoção de tecnologias da Indústria 4.0. Empresas como a Suzano, resultante da fusão entre Fibria e Suzano Papel e Celulose, têm implementado soluções de Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial (IA) e automação para otimizar seus processos produtivos.
Em 2021, a Suzano firmou uma parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a SOSA, empresa global de inovação aberta, para aprimorar suas capacidades de IoT industrial. O objetivo foi refinar os fluxos de dados e identificar novas oportunidades para garantir eficiência de recursos, redução de resíduos e impactos ambientais, desde as mudas de eucalipto até o produto final.
Além disso, a empresa investe em automação e IA para prever manutenções e evitar paradas não planejadas, aumentando a produtividade. Essas inovações permitem que a Suzano reduza custos e melhore a qualidade de seus produtos, garantindo maior competitividade no mercado global.
A CMPC assinou um convênio para otimizar operações no Chile e no Brasil com inteligência artificial. Em parceria com as empresas de tecnologia Emerson e AspenTech, a empresa florestal instalará novos softwares que permitirão maximizar a produção de celulose e reduzir, ao mesmo tempo, o consumo energético. Mediante a utilização de inteligência artificial, este software otimizará os fluxos de trabalho de 15 processos na produção de celulose da CMPC — lavagem, branqueamento, secagem, tratamento da água e uso de turbogeradores, entre outros —, ao utilizar modelos mais rápidos e precisos. Dessa forma, estima-se que o uso desse sistema melhorará o rendimento entre 2% e 5%, aumentará a produção em 3% e reduzirá em 10% o consumo energético.
Essas iniciativas refletem a tendência do setor em incorporar tecnologias avançadas para aprimorar processos e manter a competitividade no mercado global.
5 tendências no setor de papel e celulose em 2025
Com o setor de papel e celulose gerando cerca de US$ 10,3 bilhões em divisas para o Brasil em 2023 e ocupando 3% das exportações do país, fica claro que este segmento está em plena expansão e continua a ganhar relevância global. À medida que a demanda por produtos sustentáveis e tecnologicamente inovadores cresce, as empresas do setor enfrentam tanto desafios quanto oportunidades para implementar práticas que unam sustentabilidade e eficiência. Neste artigo, exploramos as cinco principais tendências que moldarão o setor de papel e celulose até 2025, abordando os impactos dessas mudanças na indústria e as novas possibilidades que surgem.
Sustentabilidade e economia circular
A sustentabilidade é um fator crucial para a indústria de papel e celulose, e empresas como Klabin e Suzano estão na vanguarda dessa transformação. Ambas têm implementado práticas de economia circular e investido no uso de florestas plantadas, garantindo que toda a madeira utilizada em suas operações seja proveniente de áreas de reflorestamento.
A Klabin, por exemplo, lançou o projeto Klabin ForYou, que substitui embalagens plásticas por alternativas biodegradáveis à base de celulose, especialmente em embalagens de alimentos e produtos de higiene. Suzano, por sua vez, adotou o compromisso de capturar carbono em suas florestas plantadas e neutralizar 40 milhões de toneladas de CO₂ da atmosfera até 2025. Através dessas ações, as empresas se alinham às demandas globais por produtos ecologicamente corretos, fortalecendo sua posição no mercado e contribuindo para um futuro mais sustentável.
Digitalização e Indústria 4.0
A digitalização no setor de papel e celulose tem avançado significativamente com a adoção de tecnologias da Indústria 4.0. Empresas como a Suzano, resultante da fusão entre Fibria e Suzano Papel e Celulose, têm implementado soluções de Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial (IA) e automação para otimizar seus processos produtivos.
Em 2021, a Suzano firmou uma parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a SOSA, empresa global de inovação aberta, para aprimorar suas capacidades de IoT industrial. O objetivo foi refinar os fluxos de dados e identificar novas oportunidades para garantir eficiência de recursos, redução de resíduos e impactos ambientais, desde as mudas de eucalipto até o produto final.
Além disso, a empresa investe em automação e IA para prever manutenções e evitar paradas não planejadas, aumentando a produtividade. Essas inovações permitem que a Suzano reduza custos e melhore a qualidade de seus produtos, garantindo maior competitividade no mercado global.
A CMPC assinou um convênio para otimizar operações no Chile e no Brasil com inteligência artificial. Em parceria com as empresas de tecnologia Emerson e AspenTech, a empresa florestal instalará novos softwares que permitirão maximizar a produção de celulose e reduzir, ao mesmo tempo, o consumo energético. Mediante a utilização de inteligência artificial, este software otimizará os fluxos de trabalho de 15 processos na produção de celulose da CMPC — lavagem, branqueamento, secagem, tratamento da água e uso de turbogeradores, entre outros —, ao utilizar modelos mais rápidos e precisos. Dessa forma, estima-se que o uso desse sistema melhorará o rendimento entre 2% e 5%, aumentará a produção em 3% e reduzirá em 10% o consumo energético.
Essas iniciativas refletem a tendência do setor em incorporar tecnologias avançadas para aprimorar processos e manter a competitividade no mercado global.
Expansão da capacidade produtiva
Com investimentos superiores a R$ 105 bilhões até 2028, o Brasil está ampliando significativamente sua capacidade produtiva no setor de papel e celulose. Empresas como Bracell e Arauco estão liderando essa expansão com projetos ambiciosos que fortalecem a posição do país como um dos maiores exportadores de celulose do mundo.
A Bracell, controlada pelo grupo asiático Royal Golden Eagle (RGE), está investindo R$ 5 bilhões na construção de uma fábrica de papéis para fins sanitários (papel tissue) ao lado de sua planta de celulose em Lençóis Paulista, São Paulo. O investimento prevê 2 mil postos de trabalho na fase de construção do projeto e 550 quando iniciar a operação.
A Arauco, empresa chilena, anunciou o Projeto Sucuriú, com um investimento de R$ 25 bilhões para construir sua primeira fábrica de celulose no Brasil, localizada em Inocência, Mato Grosso do Sul. A planta terá uma capacidade inicial de produção de 2,5 milhões de toneladas por ano, com potencial de expansão para 5 milhões de toneladas até 2032. O projeto também prevê a geração de 400 MW de energia limpa, garantindo autossuficiência energética. Estima-se a criação de 12 mil empregos durante a construção e 2,3 mil postos de trabalho diretos e indiretos na operação.
Esses investimentos não apenas aumentam a produção, mas também criam empregos e impulsionam o desenvolvimento econômico em regiões de baixa densidade industrial no Brasil.
Inovação em produtos e materiais
Empresas do setor de papel e celulose estão ampliando o uso da celulose para além dos papéis tradicionais, desenvolvendo materiais inovadores e sustentáveis. A Stora Enso, uma das maiores fabricantes de papel e celulose da Europa, destaca-se nesse cenário com o desenvolvimento de bioplásticos à base de celulose. Esses bioplásticos são biodegradáveis e podem ser utilizados em embalagens de alimentos e cosméticos, substituindo o plástico convencional.
Um exemplo notável é o Papira®, uma espuma de base biológica feita de celulose derivada da madeira, desenvolvida pela Stora Enso. Essa solução oferece uma alternativa ecológica para substituir os materiais de espuma tradicionais, sendo totalmente reciclável como papel. A madeira utilizada na Papira® é proveniente de florestas geridas de forma sustentável, reforçando o compromisso da empresa com a responsabilidade ambiental.
Além disso, a Stora Enso firmou uma parceria com a Kolon Industries para desenvolver tecnologias de polímeros sustentáveis. A empresa desenvolveu um processo proprietário chamado FuraCore para converter frutose em FDCA (ácido furano-dicarboxílico), um composto orgânico chave para plásticos à base de bio, como o PEF. Essa iniciativa visa avançar na industrialização de poliésteres bio-based e suas aplicações, bem como em formulações de resinas ligantes renováveis.
Essas inovações aumentam o valor agregado dos produtos, diversificando as fontes de receita do setor e atraindo novos mercados. A transição para materiais sustentáveis e biodegradáveis atende à crescente demanda por soluções ecológicas, posicionando as empresas como líderes em responsabilidade ambiental e inovação.
Flutuações nos preços da celulose
A volatilidade dos preços da celulose representa um desafio significativo para empresas do setor. A Eldorado Brasil adota estratégias para mitigar os impactos dessas oscilações, buscando maior estabilidade financeira.
Uma das abordagens da Eldorado Brasil é a diversificação de sua produção. Além da celulose, a empresa investe em energia renovável por meio da Usina Termelétrica Onça Pintada, que gera energia a partir de biomassa residual do eucalipto. Essa diversificação não apenas reduz a dependência exclusiva da celulose, mas também contribui para a sustentabilidade e eficiência energética da companhia.
Além disso, a Eldorado Brasil busca estabelecer contratos de longo prazo com seus principais clientes. Esses acordos proporcionam previsibilidade de receita e ajudam a amortecer os efeitos das flutuações de preços no mercado spot. Essa prática é comum no setor, pois permite que as empresas planejem melhor suas operações e investimentos futuros.
Outra estratégia adotada é o foco na eficiência operacional. A Eldorado investe em tecnologias avançadas e otimização de processos para reduzir custos de produção. No primeiro trimestre de 2024, a empresa registrou um custo-caixa de R$ 860 por tonelada, mantendo-se competitiva mesmo em cenários de preços adversos.
Essas iniciativas demonstram o compromisso da Eldorado Brasil em enfrentar as flutuações dos preços da celulose de maneira proativa, garantindo resiliência e sustentabilidade financeira.
O setor de papel e celulose está passando por grandes transformações, movido por tendências como sustentabilidade, inovação de produtos, expansão produtiva e digitalização pela Indústria 4.0. Essas mudanças exigem equipes capacitadas, não apenas em habilidades técnicas, mas também em idiomas, para atender à crescente demanda por comunicação com parceiros e clientes internacionais.
É nesse contexto que o Lingopass pode ajudar sua empresa a implementar um programa de idiomas imersivo e especializado. Com trilhas personalizadas para o setor de papel e celulose, o Lingopass oferece capacitação em inglês, espanhol, francês, português e mandarim, cobrindo todos os níveis de A1 a C2. Esses programas são desenvolvidos para técnicos em manutenção industrial, gerentes ambientais e operadores, com foco em vocabulário técnico e comunicação eficaz.
Capacite sua equipe para se comunicar com confiança e precisão, atendendo às diversas necessidades linguísticas do setor, fortalecendo relacionamentos e elevando o potencial de sua empresa no mercado global.